Chama a Bebel | Crítica

Em "Chama a Bebel", acompanhamos a personagem-título, interpretada por Giulia Benite, mudando-se para a casa de sua tia para concluir seus estudos em uma cidade maior.

Bebel é uma jovem cadeirante que se inspira em Greta Thunberg, a ativista ambiental sueca que ganhou notoriedade internacional por suas manifestações quando era tão jovem quanto ela.

Assim, enquanto enfrenta as dificuldades de adaptação na nova escola, Bebel se envolve em um misterioso caso de rapto de animais de rua, usados como cobaias para testes de novos cosméticos por uma grande indústria química.

"Chama a Bebel" tem a virtude de transmitir uma mensagem positiva às crianças, mostrando que elas podem ser agentes de mudança para melhorar a sociedade. Isso é algo que pode parecer trivial, mas se destaca em meio a produções fatalistas sobre o fim do mundo, que, embora direcionadas a outro público, acabam contaminando o todo.

No entanto, em algumas ocasiões, o roteiro tenta abraçar muitas causas ao mesmo tempo na construção dos personagens, o que faz com que demore a engrenar, devido a muitas apresentações de temas de forma expositiva. O filme melhora nesse aspecto quando se concentra na trama de maneira mais simples.

Além disso, embora seja comum em produções infantojuvenis que atores veteranos interpretem personagens mais exagerados, no caso da "tia má", sua participação ultrapassa os limites do caricato, superando uma vilã de novela mexicana.

Dessa forma, "Chama a Bebel" é mais uma aventura infantil chegando aos cinemas. Um gênero que costumávamos ver em filmes americanos nas sessões vespertinas da TV e que, atualmente, está sendo bastante explorado na produção nacional, vide a grande demanda que tem encontrado nos serviços de streaming.

"Chama a Bebel" estreia dia 11 de janeiro nos cinemas.