The Batman, tudo que as viúvas queriam

 


Depois de dois anos sem ir ao cinema, volto para sala, para assistir ao novo filme do morcego. The Batman, filme dirigido por Matt Reeves, estrelado por Robert Pattinson, como Batman, Zoë Kravitz, Paul Dano, Colin Farrell e Jeffrey Wright.

Meu primeiro filme do Batman nos cinemas foi o Batman: O Retorno, ainda tenho resquícios de memoria das peças promocionais da Pepsi e da reportagem do Fantástico. De 1992 até agora, contando de 1989, esse já é o décimo filme do morcego no cinema, com o sexto ator interpretando o personagem. Para mim já deu de Batman, por enquanto, mas o público quer mais. E o desejo, foi realizado.


O diretor Matt Reeves, consegue entregar um bom filme do herói, mas não apresenta nada de novo para esse universo. Sim leitor, não existe uma invenção da roda aqui, o que O Batman consegue fazer e muito bem é apagar  personificação de Bem Affleck, mas de resto só trás mais uma encarnação do herói para ganhar um dinheiro fácil.

Isso não significa que o filme é ruim, pelo contrario, o filme é muito bom, tem uma fotografia magnífica, Greig Fraser, diretor de fotografia,  arrisco a dizer, seria um possível candidato ao Oscar. Outro ponto forte são as atuações de Colin Farrell, como Pinguim, que vale lembrar, assim como Pacificador, vai ganhar uma série pela HBO MARX e Paul Dano, como Charada.

Falando ainda sobre a fotografia, acho interessante falar sobre o destaque da cor vermelha ao longo do filme. Por mais que o preto, seja uma cor que remeta ao personagem, o vermelho, passa muito melhor o sentimento dele no longa, visto que tem significados que descrevem a personalidade do personagem.

O vermelho significa um sinal de perigo ou cuidado. Quando o Bat-sinal é lançando aos céus, ele deixa realmente um recado para os bandidos. Não só isso, o vermelho ao mesmo tempo que é a cor que simboliza a vida, devido a cor do sangue é também a cor da morte, porque quando deixa o copo vivo a morte chega. O Batman de Reeves é exatamente isso. Essa dualidade de vida e morte. 

Com suas três horas de filme muito bem usados, o diretor não perde tempo reencenando mais uma vez a morte dos Wayne, ele vai direto ao ponto nos apresentando um Batman que já atua na cidade há dois anos. Um dos pontos mais interessantes na película e que eu gostaria de ver mais, foram as narrativas em off do personagem. Para quem lê quadrinhos, o uso deste recuso funcionou muito bem. Outro ponto interessante e que é a falta de onipresença do Batman na cidade e como o Bat-sinal acaba ajudando neste quesito. Como já mencionado acima, o Bat-sinal é um recurso que implica medo aos bandidos nas ruas, que acaba ajudando e muito, visto que o herói não pode está em todos os lugares da cidade.

Agora a cereja do Bolo é um fato muito interessante da trama. Por ser um cara legal, aviso que agora vem spoiler. Em um dado momento do filme, somos informados que a Martha Wayne sofre de insanidade. O que e levar a crer, que o Bruce, não é nada normal (avá, só descobriu agora Bigode?) e que essa escolha de sair a noite batendo nas pessoas, são sintomas de uma doença mental hereditária. Achei esse ponto interessante porque ele nos leva a pensar dois ponto apresentados no filme. O primeiro é que o Bruce Wayne é um doente com privilégios, assim como sua mãe se esconde atrás da fortuna e da excentricidade. O Segundo ponto, ainda ligado a questão do privilégio é o fato do Charada, também ser um doente, mas como não tem dinheiro e status, acaba em um sanatório. 


Mas nem de glória vive o homem. O Batman tem um ponto que me incomoda. O menino Charada ser um órfão, de um orfanato que era ajudado pela família Wayne. Parece aquelas paradas do destino. Sabe? Eu entendo isso, caso o objetivo do diretor seja mostrar que sim, é triste um menino perder os pais, mas esse menino continua na sua rede de proteção, com o mordomo, que o trata como filho e uma fortuna o está esperando quando completar 18 anos. Mas nada se comparar as crianças que moram em um orfanato,  sem esperança de um dia sair da li.  Por mais que Bruce tenha perdido os pais, ainda é um privilegiado devido a posição que ocupa na sociedade. 


De qualquer forma, The Batman é um filme para as viuvas do morcego, que estão cansadas de assistirem o sucesso da Marvel nos cinemas e precisão a toda maneira se sentirem bem e soltarem a seguinte sentença "The Batman é maravilho porque é sem piadas e maduro". Dizem isso porque estão cansados de irem ao cinema e serem felizes como crianças assistindo os filme da casa de ideias. 


NOTA: 9


CENA PÓS CRÉDIOS. 


Quem me conhece, sabe que eu sou um grande defensor da dublagem nacional. Mas não tem como defender a escolha de Bob Wendel  Esponja Bezerra para dublar esse filme. Eu, se fosse ele, teria vergonha do trabalho final.


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